sábado, 30 de julho de 2011

AMOR , SILÊNCIO E TOLERÂNCIA COM PRAZO VENCIDO

Há uma ciência em conquistar confiança, honra e respeito. nada se adquire sem tempo...  e paciência.
Hoje olho para trás, para cima e para frente.
Falo especificamente a você que amo, e também por que não, às pessoas que puderem ler estas linhas, pois sei que um dia isso servirá de afeto e rumo aos corações um tanto equivocados.
As poucas lágrimas que se misturaram à água da chuva renderam-me alguns momentos de graça.
Percebi que buscas um homem com qualidades.

Mas não tolera ter este mesmo homem com qualidades e defeitos.

E para tanto que tu mesma nem consegue conviver com os teus.

Você busca uma perfeição que nem mesma tu a possui.
Preferes somente os momentos de deleite e não entende que o estar sozinho não querer solidão, ou descaso.
De nada adianta fazermos algo em prol de ambos, quando somente um se propõe a tal fato.
Não sou feito do barro da terra, mas aqui temos ossos, muito sangue, e virtudes algumas.

Não sei se te faltas um tanto de paciência com tua própria pessoa, ou se deseja que tudo seja sereno em tua vida, estamos no mesmo planeta.
“Farei-me mais claro ao que posto aqui logo abaixo...” 

Somos seres que nascemos de uma dor frenética de parto, mas buscamos cada qual o seu espaço no mundo, a sua paixão ou companhia, mas fato é que cada qual morrerá só...

Em um relacionamento o que devemos buscar é estar, e ser.

Ser autentico e estar emprestado.
Sermos nós mesmos e admitirmos nossas falhas e termos a dignidade de buscarmos minimizá-las.
Estar envolve em estarmos emprestados nesta nossa Vida, como irmão, filhos, filhas, maridos e esposas. Não somos de ninguém, mas pertencemos todos ao Pai.
Por isso sempre é bom avaliar a frase Eu quero estar com você / Eu preciso de você!
Não precisamos de ninguém neste mundo terreno. O que desejamos é estar em excelentes momentos ou não com alguém que não nos complete, mas nos acompanhe.
Ninguém nem nada nos completa neste mundo a não ser a nossa própria essência. É dela que devemos buscar incansavelmente em nossas vidas, nem que percamos a mesma para isso com tanto tempo dedicado a ela.

O que me entristece é que depositamos uma carga muito forte de responsabilidade sobre o outro e este outro a nosso ver deve aceitar e ser responsável por isso custe o que custar.
O que me deixa emudecido é que muitos não fazem o extremamente necessário em estar junto.
Estar no agora, cadenciar as diferenças, aceitar as arestas e ter a paciência.
Não existe violência maior do que o silencio faltoso.
Existe o silencio de contemplação, de descobrimento e de definição.
Mas não tolero em hipótese alguma o silêncio de negação, aquela atitude de não responder ao companheiro; a atitude de isolamento já é muito questionável, mas o silencio em que se ignora o outro.
...o silencio que é quebrado somente por uma das partes, mas é terminantemente negado pelo outro lado, quando não se atende aos telefonemas, torpedos, sms, e infinitas formas de comunicação nos tempos modernos de hoje, ainda a rainha mãe é a COMUNICAÇÃO.

Dói muito ver o distanciamento desta forma, o não conversar, como disse violência maior do que essa ao espírito humano nesta questão, não há.
O mínimo que devemos fazer, mesmo quando a irritação vem de forma descomunal, é sinalizar, com paciência e concórdia.
Tolerância para mim é preconceito travestido com letras bonitas e garbosas.
Aceitar o outro não é tolerar, mas aceitar com racionalidade e amor, tolerar tem prazo de validade e com certeza, um dia expira!
Creio que ninguém gostaria de receber homeopaticamente doses de indiferença... mesmo quando sinalizamos o quanto isso nos fere.
Aceitar, entender, participar, envolver, compreender, doar-se, resignar-se...
O Amor, independentemente da intensidade, requer muita coragem, pouquíssimas pessoas nesta vida a possuem.
Por isso eu aqui afirmo que nunca devemos finalizar algo que iniciamos de forma através do silencio.
O silêncio não compõe isso. Ele preenche e não esvazia, suga, ou decanta.
Sair da vida de alguém através do silêncio é como sair pela porta dos fundos de tua casa.
Somente resta aí a desonra.
A nossa virtude caminha com nossa mais valia.
Antes de mais  nada devemos ser de nossa própria companhia e busca. Sermos de nós e nos contentarmos com nosso silêncio e solidão temporários.
Não tornemos a buscar em alguém aquilo que nem possuímos em nós mesmos.
Busquemos agregar, somar e não compor metade de nada.
E para tanto devemos recorrer somente ao Pai lá de cima e não buscar intermediários.
Sermos direto com ele.
Volto para você novamente, saio carregado de lembranças.
E sei que pude sorrir, chorar e ser quem eu sou, sem farpas, sem máscaras, e que fiz quase tudo de mim por nós... em sua medida... se amo? Sim, mas isso não é a minha vida.

 Quando algo se finda, devemos sair olhando com os olhos para o horizonte, pela porta da frente em qualquer lugar em que você esteja.
E nunca mais olhar para trás.

Sejamos do Pai, e sejamos felizes por nós e conosco, pois nada nem ninguém tem o pressuposto direito de nos fazer sofrer e ser nosso suposto mundo.

Eu não olho para trás, mas não deixo ninguém para trás (pode levar uma vida inteira para você descobrir o que essa frase queira dizer)




4 comentários:

  1. Adorei seu post..qta sinceridade na alma...

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  2. um texto vindo das profundezas da alma... lindo :D

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  3. Beloooooo !
    Todas as nossas palavras serão inúteis se não brotarem do fundo do coração. As palavras que não dão luz aumentam a escuridão.

    Que o Belo se traduzido em atitudes infinitas para se aprender a Amar e para irradiar uma felicitade que seja no plural e não só no singular.

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