sábado, 17 de setembro de 2011

15 DE SETEMBRO DE 2001


...Dez anos...

esses dias atrás vemos na televisão sobre os dez anos do atentado às torres gêmeas nos EUA, as vítimas, e como o mundo NUNCA mais foi o mesmo.

Algumas entrevistas mostravam aonde algumas pessoas estavam nesta data, o que faziam, qual impacto ocorreu em suas vidas.

E algumas pessoas vieram me perguntar aonde eu estava naquele dia de sol...

O impacto das torres, das inúmeras vítimas e do terror exposto sobre uma nova faceta, foram amortecidos em mim, já que passava em uma fase difícil com a doença do meu pai e consequentemente o seu desencarne em 15/11.

Houve um grande silêncio e um grande vazio dentro de mim. Lá fora o vazio deixado pelas torres, pelas pessoas que vitimadas pelo terror foram pulverizadas, e aqui; em meu mundo infinitamente particular, o vazio deixado pelo paterno, pela simbologia do patriarca, do que ele foi, do que tentou ser e do que não foi possível...

Fiquei em um estado meio letárgico, meio em piloto automático, e o mundo desenhava-se de outra forma e contornos dentro de mim.

Alguns poderão pensar, mas nossa! uma vida e tantas outras quase 3.000...

Não meço pela quantidade, mas pela importância...

Apesar de que talvez  a importância criada pela ausência, pela separação tenham surtido efeito somente muito tempo depois...

Então desta forma reconstruí três mundos, o externo, imenso planeta, o meu interno, sofrendo com o olho do furacão e o que eu via e vejo, o meio de tudo.

A falta se faz presente, mas também a esperança de que tudo se renove, tudo se transforme.

Da mesma forma que não temos como erguer novas torres no mesmo local, pois a lembrança dura e cruel será para sempre insubstituível, poderemos lembrar ou atenuar, e da mesma forma, meu pai, não importando o que foi, o quanto foi e o que poderia ter sido, será o insubstituível pai.

Um beijo seu Valmir, saudades do teu filho!!!

4 comentários:

  1. Belas palavras, sei que esta perda é consolável pelo espiritismo mas, por ser seu pai, É uma dor sem igual.
    Como você também perdi o meu aos 15/16 anos e mesmo sabendo onde ele está, com quem e como, ele ainda será para mim único.
    Na ocasião daquele triste 11 de setembro eu estava na FIAT Da Vinci em início de carreira,haviam se passado 11 anos do desencarne dele,eu vivia sozinho lutando com meus demônios interiores, não tinha muita expectativa pela vida desregrada que eu levava e nunca imaginei que no futuro minha vida ia tomar o rumo que tomou, nunca imaginei que iria um dia engrossar as fileiras do espiritismo.
    Aquele 11 de setembro virou uma marca na vida de todos os habitantes do planeta, o antes e o depois.

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  2. Por mais acidentes naturais, terrorismo, e pessoas mortas em cada um deles, nada se compara dentro de nosso coração à perda de um pai.

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  3. Teu pai olha por vc onde quer que esteja. lembre-se do legado de teu pai, dos ensinamentos, de tudo que viveu e tudo que pode fazer. lembre-se de um amigo sincero. Um pai é sempre um amigo eterno. e eternamente estará em teu coração, tuas raízes, teu ser. Não importa quantas dificuldades tenham passado. guarde sempre tudo em teu coração.
    Grande beijo.

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