terça-feira, 20 de agosto de 2013

TULSA E TOSSE



E de tanto correr, entre os trigos , trouxe cansaço nos meus ombros.

O corpinho com cheiro de criança que custa a dormir,
e o mato e capim, além de grama e jasmim!!!

Corre feito moleque doido, deixando o campo cobrir o loiro da alma,
mas se esconde e se entrega quando ri para a rosa dos ventos.



Desperta em mim sonhos e alegria e me acalma,
e os olhos me trazem a versão mirim de um universo e de outros tempos.

Ah, não dá pra te alcançar nem na estrada ,
mas teu tio tenta, de tudo que é forma nesta nova empreitada,
que é tentar contentar-se com o pouco que sempre me apronta,
e dizes coisas mirabolantes e confessa planos em volta de um colar de contas.

(presente antigo de Mama quando na China esteve)


Mas é o terço que trazes não em seu pequeno peito
mas em tua mochila de viajante,
que aperta meu coração em saudade constante,
sinal de amor e zelo, carinho e respeito!!!



Saudade que teu tio deixa,
aqui, matando o tempo antes de subir ao céu,
com este pequeno relato,
para um pequeno que sem tempo não se queixa,
mas deixa o coração apertado, com sentimento de adeus sem lenço...

Beijo menino e beijo Papa Rizzo!!!!

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

COMO DOBRAR O JOELHO

Há uma arte para saber andar.
E ela se inicia sozinha quando ainda se é pequeno e o mundo são todas as pernas que cruzam nossos olhos.



Essa arte aprende-se sozinho, esbarrando em si, nos outros e no nada.

E quando se cresce, para cima , e não para os lados,
muitas das vezes os principais órgãos não nos acompanham!

Uma falta enorme nos faz , os olhos de ver e de sentir.
Um branco enorme nos carrega na parede, falta giz e cera, cola e tesoura,
pois a vida não se cola mais,
nem se pinta, nem se emenda!




Crescem todos para cima.
Olhamos todos quase para frente.

Mas gosto de asfalto ninguém degusta,
nada se comenta!
Gosto de tijolo não se diz.

Da mesma forma que existe uma arte para saber andar,
há uma outra que envolve muito mais sabedoria...

Quando a lama se torna macia?

Quando você mudou o gosto da carne?

Quando deixou de tomar e começou a beber?




Contou os segundos antes de espatifar-se na parede?

E nas pessoas, todas escuras ou difusas?

Bem vindo ao lugar aonde ninguém quer estar,

mas este, é o único que mostra quem você realmente é!

Assim,

somente erga teu joelho quando puder responder.

E somente assim, poderá voltar para casa!






segunda-feira, 5 de agosto de 2013

E DO VERMELHO, E DO VERDE.




Não me fale da menta.
Eu tenho âmbar.

Não me jogue à cara o que me disse em palavras
Pois se existe asfalto, é nele que piso.

Ah, a pólvora que habita minha carne,
é estória de vida passada...

Ah, o gosto de vento e sódio na boca
é saudade perto do mar, e do sol.

Vague, mas não retorne.
Já fui há tempo,
já fui à tempo!



Esvaziei não só coração,
mas o ódio!









Eu cansei
e ao me cansar, RECOMECEI!