terça-feira, 30 de dezembro de 2014

2014...ENDING!


Asas quebradas?
Queixo ralado?
Cotovelos doloridos...
Mochila com triplo de seu peso em suas costas, pés que não são sentidos mais de tantos pedregulhos.
Ás vezes uma sopa para acalmar a fome, não por desejo, mas por escassez de recursos.

Caminhar em vez de dirigir, pois algumas posses materiais ficaram para trás, perdidas, retiradas, confiscadas...



Mas o benefício do silêncio é avaliar a tua voz.
Como ela ficou dentro de ti?

O benefício do coração, é saber olhar para onde ninguém olha e ver que esta solidão aparente
é somente o teu caminho de luta, prova e estrada.


Mas, olha , veja que não são tuas asas chamuscadas contra o céu,
ou feridas contra as tempestades.
Há uma proteção muito maior somada acima de todos os segundos de tua existência.
E mesmo que você não acredite, ela está lá,
está aqui,
está dentro,
e fora de ti.





Olha, olha para todos estes dias.
Dias inglórios,
dias de luta,
dias de queda,
dias de perdas.


Não importa o quanto você perdeu nestes dias ou meses.
Olhe para trás e será bem provável que esteja sozinho.
Mas o que essa dor pode te ensinar?
Na escassez criamos a disciplina
E a vida também seleciona as melhores cias para estarem conosco; e essas pessoas são as mais simples de coração!
Mantenha a espada em punho, olhos fixos no horizonte, prudência, e coração em Jesus.
Desta forma, a estrada aparentemente vazia, será preenchida por proteção verdadeira



Essa proteção, tua, intransferível, única, inigualável vem desde a fagulha que tu és ,
antes de vir para esta terra,
e será sempre, até tua partida , de encontro aos teus.

Guarde tuas alegrias e aprenda com tuas tristezas temporárias.

Você tem toda uma existência pela frente para acertar!
E eu acredito nisso.
Estou pegando minha estrada agora.

FELIZ 2015, estarei sempre por perto, mesmo que isso demore eternos segundos para estar ao teu lado!


quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

HER - PROFUNDAMENTE BELO E DOLORIDO




De quem somos?
Você que lê exatamente estas linhas é de alguém? Ou alguém lhe pertence?
Olhe lá para fora, se não há janelas aí, procure uma e olhe lá para fora.
Quem está com você?
Pertencemos a que plano nesta existência?

O amor possui medidas geométricas? Peso corpóreo?
Ele limita-se ao estar aqui somente ou transcende tempo e espaço?

Precisa-se de toque? Ou somente estar?
E o que é necessariamente estar presente? Uma voz? Uma carta?

Pense bem , exatamente agora.
Pode responder uma destas perguntas ?

O que é estar?

Spike Jonze transcendeu desta vez...

Todo criador não exercerá poder sobre sua criatura.( conscientes ).
Não porque não pode, mas porque não precisa!
Aí está o belo do livre arbítrio.

Poderá ao máximo compartilhar todas as descobertas , estar presente.
Mas, evoluímos?

O amor poderá ser estabelecido em seres completamente distintos , diferentes entre si?
Haverá barreiras, mais isso será impecilho?

É isso que ele apresenta. Perguntas.
Não se trata somente de respostas, mas de possibilidades.

A partir de quando o outro faz-se presente na existÊncia da pessoa?
E fazer-se existente é estar em corpo?

A essência de cada ser está exatamente aonde?
Spike mostra quando alguém entra em nossas vidas.
Mostra como pode evoluir, crescer, descobrir, inventar-se e amar.

Mas até quando este amor é ético?
Ser único é ser exclusivamente de um?

Amar dói.
Amar é entrar em terreno minado, pois não se tem controle às vezes nem sobre si.

Spike Jonze quer deixar essa dúvida e uma resposta:

Em tempos de futuro, estamos tão conectados às pessoas pela tecnologia, mas nunca estivemos tão distantes do vizinho ao lado de nós...ou de quem tentamos amar. Ou conhecer.

O amor é perfeito?

Uma proximidade isolante.

Um amor que aprende, ou apreende?

Leia, assistam , não uma, mas duas, ou três vezes.

Esse futuro é tão palpável, mas será palatável?

Creio que para "almas" grandes, o conceito de ir, de crescer e multiplicar-se em amor, seja um conceito muito distante do nosso , muito distante.

Mas ao final, temos um nó na garganta, daqueles de que não desce com alguma bebida suave.

Esse nó está entre nosso coração e espírito.

Saiba quem possa, desatar e não, romper.




quarta-feira, 19 de novembro de 2014

RETURN



Um caminho para casa nunca foi tão longo.
Não são os pés somente cansados.
São os olhos e a pele,
ouvidos e sorriso.

É o pedido negado.
A luz apagada.
O portão fechado.

O carro ficou sobre a calçada, cheio de lembranças e carregado ...
...de momentos que aconteceriam,
de perfumes e vontades,
ações e carinho.

Tolo engano em crer-se.
Ledo engano em satisfazer-se com medo doentio.

Mas,
desta volta ao lar, aonde deixo para trás muito de mim,
fica a certeza, de que o que está por cima do meu ombro esquerdo
difere completamente do que está por cima de meu ombro direito.

E, nesta distância, você se aniquilou.












quinta-feira, 30 de outubro de 2014

SOBRE IDIOTAS E SILÊNCIOS

Resolvi fazer um bolo.

Mas para tanto precisei da receita, já que há tempo não testava meus dotes culinários.

Mas mesmo com o papel em riste, faltavam ingredientes.

Além dos ingredientes, faltava-me a noção exata do que colocar em ordem, qual o processo que acarretaria numa massa homogênea ou disforme.

Se ou ia ovo inteiro ou gema?

E a clara?

A farinha de trigo em qual quantidade?

Manteiga ou margarina?

Sal pode?

Quais as medidas exatas?

Quanto a temperatura no forno? E por quanto tempo?

Melhor ver na internet que fica mais fácil...

Mas , e depois caso eu queira reproduzir sozinho?

Terei que ter tudo em mãos? Ou na mente?

Vai fermento?

Rende quanto?


Aqui vemos numa simples receita que temos ter a exata noção de:

Português,
Matemática
Física
Química!!!!

Alguém entendeu a analogia?

Ou preciso ser mais claro?


quinta-feira, 9 de outubro de 2014

QUANDO ÉRAMOS REIS.


Do doce que vinha dentro do carrinho de empurrar em forma de castelo, verde e cheio de doces e gulodices, saudade das 15:00 em que o Paco passava pela rua com sua buzina.

Convidando a todos nós a correrem alegres e esperançosos para nossas mães a pedir trocados para a compra de balas, paçocas, pipocas.

Essas eram algumas tardes.


Existiam várias, infinitas, quentes e mornas, frias e leves.


Da mãe da Rose que acendia a luz do corredor que dava para a rua, anunciando que ela deveria entrar para casa, tomar banho e jantar.

Da esquina com o Sr. Belmiro, com sua quitanda, e lógico, seus doces!




Sem medo de nos molharmos.
Mas com medo dos trovões que poderiam estourar nossas orelhas,
do raio que poderia seguir nossos passos,
da loira do banheiro na escola,
de não acender vela diante do espelho.






A parede era para ser subida.
A bola, era para ser jogada.
A mamona, era para ser guerreada.





São Jorge estava na Lua, e somente podiamos ver pela tv, através do Sitio do Pica Pau Amarelo.

E apontar o dedo pra lua? Tá doido? Nasce verruga!!!

Depois tem que cruzar com faca benzida para tirar.

E como São Jorge comia? Ele ficava sozinho lá?

Não dá pra ele descer?









Oba, jogar bola! O dono da bola podia ser o maior perna de pau, mas ele era o dono da bola, é claro. então começava assim: eu,,,! e apontava para os outros...

As meninas, treco nojento, deviam ficar em casa e brincar com as bonecas.



Mas para escalar as nuvens e serem delicadas, nada melhor do que elas.
E para fazerem charme, nada melhor do que estar com elas.
Nada melhor do que flores escolhidas, ou salgadinho guardado para elas.





Porque fazia parte de nós sorrir em tudo, para todos e nós mesmos.
Como também a descoberta de cores e sabores, amiguinhos e coleguinhas.

Correr, sujar, cair, ralar, chorar e voltar a fazer tudo de novo.

O reino era de papel ou papelão para os mais abastados.

Os carros de plástico eram aviões e barcos, de acordo com a brincadeira e a imaginação.

Eramos sorrisos contentes.


Os pais, mães, avós falavam, MENINO, PÁRA DE CORRER!

Criança não é surda, mas acha que vai decolar !!!!

E tudo faziamos correndo, com vontade de vento na cara, pois atravessar a rua sozinho era uma honra.

Café da tarde e amiguinhos!! hummmmmm

Éramos reis! De reinos abertos e alegres, sem mandato ou realeza.

Reis de nossas alegrias.
Reis de nossas vidas! Pois escolhíamos aonde pisar e sorrir!





                                              FELIZ DIA DAS CRIANÇAS!


sábado, 30 de agosto de 2014

BIGODE, DESCE MAIS UM QUE TEM GENTE CHEGANDO.





Que grande achado este que são os amigos, silenciosos companheiros de jornada, no momento certo das dores extremas, e torcedores fanáticos de nossas alegrias.

São silenciosos como o vento, aparentemente distantes na linha do horizonte.
Mas ao menor sinal de dor, ou desamparo , surgem como os primeiros raios de sol , a acabar com a noite.

E tocam nossos olhos com sua chegada, e riem em nossos corações com suas palavras.
São a certeza de que tudo poderá ficar relativamente bem, mesmo nas maiores perdas.

E quando não surgem, enviam mensagens, mesmo que em sonhos acariciantes, esperançosos.
E mesmo sem nada ofertarem aparentemente, seguram nossas mãos e reerguem nossos espíritos.

Tesouro sem poder avaliar o valor, ouro de todos mas para poucos.
Distantes aparentes, sigilosos no chegar, mas potentes no abraço.

Com poderes de refazer papéis amassados, corações esquecidos, e lágrimas de dor...

São eles, eternos, presentes, essenciais e de grande amor!

Que bem supremo nosso Pai em sua sabedoria realizou em nos presentear em nossa existência a Amizade.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

ROBIN WILLIAMS

Realmente que haja um paralelo que se confunda no horizonte das pessoas que fazem da vida a arte, ou trazem a arte para a vida das pessoas...os palhaços, os comediantes, os arlequins, bobos da corte, atores e atrizes que fazem rir...os escritores, os poetas, os que sofrem mas dão alegria, ...

Vendo as notícias de perdas de pessoas que nos deram sorriso e alegrias, tiraram lágrimas de felicidade ou aflição, partirem em silêncio e em completa solidão...

É de se pensar realmente como estamos por dentro, o que se passa na tragédia humana desses que nos dão alegria, mas que talvez lá dentro perdem-se em personagens ou buscam-se...

Não julgo nada nem ninguém, prezo somente amor e alegria ao que nos deixaram e deixam, uma herança que só é possível para aquele que acredita, mesmo que sofra por dentro, mas acredita que possa trazer um pouco a mais de alegria para este mundo tão descolorido!

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

UMA PÍLULA POR FAVOR.




Nunca poderemos saber de antemão o que se passou na cabeça de uma pessoa que tirou a própria vida.
E supor é agressivo contra a pessoa e hipocrisia.
Mas, uma coisa pode-se afirmar, é uma violência tremenda contra si, uma dor incomparável, talvez absurda.

Quando digo tirar a própria vida, pode ser pulando de uma janela, ou em uma linha de trem, a pólvora, ou usando substâncias que ao longo da existência,vão minando o organismo até o dia que a bateria não carrega mais...

Ouvi estes dias pessoas dizerem:

" Ah! Azar dela, ela que escolheu isso!"

"Nossa! Mas essa pessoa tinha tudo!!! Como pode?"

" Egoísta! Deixou esposa e filhos! Que sofra!!! "

Não, essa pessoa NÃO TINHA TUDO!

Essa pessoa achava que não tinha nada, não enxergava dessa forma, não sentia isso dentro dos próprios ossos.



Essa pessoa não achava que a comida tinha gosto.

...que o sol embora distante aquecia o dia.

Sim, essa pessoa poderia amar algumas músicas e ter um gosto realmente muito apurado para música.

Sim, essa pessoa era muito feliz com as crianças que cuidava.

Sim, essa mãe que deu a luz ao primeiro filho transbordava de alegria após o parto.

Sim, aquele pai executivo que comandava com maestria sua empresa era o exemplo de felicidade e sucesso.

Sim, o aviador que combateu na guerra e salvou várias pessoas.

Sim, a autoridade eclesiástica que era sinônimo de alegria, jovialidade, carisma.

Sim, o médico pediatra que cura e auxilia crianças.

Sim, o palhaço que arranca gargalhadas de tantas pessoas.

Sim, o poeta que escreve a vida nas veias, os olhos da terra em letras e traduz a sua , a nossa ,a de todos, a tristeza, ou amor na página em branco.

Sim, o humorista de papéis infindáveis.

Sim, o pastor que ministra cultos extraordinários em sua igreja.

Cuidado, um dia sentiremos uma dor estranha aqui dentro, um vazio , ou um amargor estranho.

Não se trata de falhar, trata-se de não permitir.

De não permitir o erro, o fracasso, a queda, a dor, o medo, a insegurança, o orgulho...

Trata-se também em alguns casos de uma química diferente no cérebro da pessoa, mesmo que essa não possua sequer uma gota de substância estranha e alternativa dentro do corpo.

Trata-se de uma coisa lá dentro que mesmo você atuando em prol de seu Deus, ou credo, ou raça,ou  qualquer coisa em favor do outro, mesmo assim, quando você retornar para a casa, ou sombra, está lá em silêncio e o quarto sempre é muito maior do que as paredes que te cercam.



Deixemos de lado o preconceito.

Olhemos para dentro.

E , sinceramente, apesar de tudo, mande todos se ferrarem e busque caso haja necessidade, um profissional competente em Psicologia!!!

Cuide de si, pois o teu maior bem nesta existência é tua própria vida!

quarta-feira, 9 de julho de 2014

POR QUEM VOCÊ CHORA REALMENTE?


O dia amanheceu cinza, claro pois estamos no inverno.
E o dia amanheceu igual a tantos os outros.
Ainda me pergunto sobre atitudes até bizarras de pessoas hipócritas na mídia e na população em geral.
Para quem não sabe, a seleção brasileira de futebol ( e não o Brasil ), perdeu pelo placar de 7 x 1 contra a seleção de futebol da Alemanha!

Ao ver as cenas de várias crianças chorando copiosamente com a derrota revelada minuto após minuto, fiquei sensibilizado por elas somente!

E espero que seus pais e mães expliquem realmente o que isso pode representar:

- que choramos
- que perdemos
- que sofremos derrotas diárias, embora pequenas
- que devemos entender porque caimos
- que podemos aprender com a dor
- que faz parte da vida,da luta entre ganhar e perder, vencer ou ser vencido
- que não chegar em primeiro não é sinal de fracasso total.
- QUE EXPLIQUEM O PALCO QUE VIVEMOS EM NOSSO PAÍS!

A mídia aqui divide-se em duas: a banda hipócrita que vendida e que elege seus "heróis" é a mesma que entrega seus algozes; que a mídia que avisa o que a realidade deste país vive há tempos.

A população aqui se divide em vários matizes:
- os que choram, pela derrota e queimam a bandeira ( alguns "muitos" sem sequer saberem o hino nacional, ou que usam o verde e amarelo somente quando há jogos...)
- os que choram e começam a quebrar , roubar, saquear, etc, etc...
- os que observam e continuam suas vidas.
- os que não choram e seguem suas vidas.
- os que não assistem e continuam suas vidas
- os que vivem a mentira prometida, em suas ideologias pseudo-caviar!
- os etc etc etc.

Ensinemos aos pequenos a lição de cidadania, pois nada melhor do que o sentimento de patriotismo bem direcionado que nunca pode ser transmitido à uma classe de esporte , como sendo a salvadora da pátria, neste caso o futebol!!

Patriotismo está na sua defesa pela sua dignidade de habitante, de brasileiro, de trabalhador, que paga seus impostos mais do que o necessário para manter a engrenagem gorda em movimento.

Por que não choram pela mãe que morreu na fila do hospital sem atendimento médico?

Pela quantidade alarmante de moradores de rua nas capitais?

Pela quantidade de delinquentes e  jovens em crescimento alarmante?

Pela ínfima estrutura de educação que ofertamos ?



Pela falência em geral da estrutura familiar transferida de sua autoridade para a televisão que jura "impor e mostrar " a vida como ela é????

Pela nossa apatia em não saber reclamar nossos direitos no voto em nossas eleições?

Por uma população analfabeta politicamente?

Pelo pão e circo?

Cadê as lágrimas agora?

Cadê a manifestação do brado retumbante nas ruas pelos reais valores? Pelas verdadeiras reivindicações????

Pois alguém aqui depois que secou as lágrimas  é remunerado igualmente pelos nossos heróis mesmo que na derrota?

E tome Pedro Bial com seus discursos, e tome Galvão Bueno e rede Globo e tome Governo e base aliada e tome outros partidos fazendo conchavo ou fazendo birra se não aprovar isso ou aquilo...

Por quem você chora realmente?

Eu choro também por essas crianças, aonde o futuro delas é mais incerto ainda!

terça-feira, 10 de junho de 2014

ME ENCONTRA NO MEIO DO CAMINHO



- E aonde poderei te encontrar?
- Você quer dicas? - olhando para mim com seus tons verdes nos olhos
- Talvez não necessariamente dicas.
- Mas se eu as lhe der, você perderá o melhor de tudo.
- E o que seria isso? - insisto.
- A viagem. - sorrindo para mim, tocando meu rosto.
- Mas qual graça tem em estar sozinho na viagem?
- A descoberta Cá, o prazer de fazer o que bem entender, ouvir a música em seu tom, abaixar o vidro quando quiser, encostar na beira da estrada para ver o sol se pôr, ou para sentir o cheiro do capim recem cortado...
- Diz isso com se...
- Sempre! Conhecer você é uma descoberta, mas você não percebe isso. Se estive tanto tempo não é somente por gostar, mas no prazer de te descobrir, quando você silencia, quando você se afasta , pondo as mãos na cintura olhando o horizonte - ergue-se olhando para direita e sol fica bem de encontro com teus olhos, liberando ainda mais teu perfume.
- Mas, sempre poderei te encontrar? - por que insisto tanto nisso?
- Por que temos saudade? - responde com outra pergunta, sabendo que odeio isso!
- E a saudade trás felicidade?
- Como não? - e você caminha para o outro lado da estrada, ficando de frente para mim.
- Mas...
- Mas, o que te incomoda é que sempre estive um passo à tua frente, isso você acha como ninguém!
- Imagina... - certíssima mais uma vez.
- Tá vendo que tem retornos? - e aponta a placa.
- Sim.
- Ignore-os sempre por favor, isso te limitará dando dúvida.
- Tá bem.
- Vem cá. - suavizando o timbre de voz.
- Eu não, estou aqui - encostado no capô do carro.
- Ok - atravessa a estrada e se encosta bem perto do meu corpo.
- Fecha os olhos vai. Quero beijar você...novamente.



( continua )



sexta-feira, 6 de junho de 2014

NÃO?













As relações tornaram-se obsoletas?

Qual o vencedor agora? Aquele que desliza os dedos ágeis no teclado no smartphone?
Ou quem enumera em menor tempo, por quantas pessoas teve em uma noite?
Há algum valor real em ser e estar?

Não me lembro quando as pessoas realmente perderam a paciência de ouvir as outras.
Estão presas a um mundo vasto, amplo, infinito...e virtual.

Alguém aqui ainda escreve com caneta azul, ponta grossa?
Ou dedica-se à tinteiro?

Assustei-me um dia ao escrever de punho próprio e sentir dores na mão...desacostumei de preencher o vazio do papel, com a riqueza da minha vida.

É uma luta desigual? Sentir e expressar-se contra "vestimertar-se" e selfies , que longe são de ser e/ou estar.

O ser está mais bruto do que nunca, e o conhecimento, ( oposto para mim da sabedoria neste caso ), trouxe para si o poder suposto de tudo ter e nada mais precisar, pois para ele, precisar ,e fraqueza.

Cair é fracasso.
Chegar não em primeiro, é capitulação coorporativa , e consequentemente, profissional e pessoal.

Não se ouve mais a criança, presentei-a se com um tablet.

Em tempos breves a chupeta será substituída por um nanochip.

Aonde há espaço para o amor?

Todo ser humano sofre, e dessa dor existencial e natural, virou-se uma neurose em perfeições!
Mas a dor que temos está jogada para dentro do travesseiro, pois não temos mais tapete.
O sono, quando surge, é por efeito do calmante que ingerimos.

E quando surge um ato, que deveria ser normal, de doação, de carinho, espontâneos: manchete!

Se o Amor , que é fonte de vida deste planeta, continuar sendo esquecido por todos nós, o que restará amanhã, serão somente os livros e os belos filmes, os retratos, as pinturas e mais nada!

O problema que a dor , como a tristeza e a frustração no tratado humano, contaminam o ser de tal forma , que as pessoas hoje não acreditam em atitudes de amor e não dão o real valor quando isso realmente existe...

terça-feira, 20 de maio de 2014

SE VOCÊ VAI SE DESPEDIR , POR QUE PASSOU PERFUME?








Ana desligou seu Iphone.

Não quis mais ver  a foto, que era música, que era lembrança, que era sorvete, que era rua, 

que era o carro, que era estofamento, que eram óculos escuros, que era praça Alm. Calixto, que era Avenida Paulista, que era farol fechado e beijo roubado, que era lágrima.

Ana escolheu o medo.
Não o lado errado.

Mas Ana esqueceu de uma coisa.
Passou seu perfume, mas não era encontro, seria despedida!

Então Ana, abraçou seu pequeno amuleto no painel do carro.
O Sol esquentava a tarde, mas não era suficiente.

Não havia trânsito.
Ana não desceu do carro.

O vidro dali para dentro era seu mundo, uma pequena trincheira.

Olhou em seus olhos.

Beijou mais uma vez.

Ana escolheu: o medo.

Olhou os pés calçados naquela bota carmim bonita que ele trouxe de Minas.

E ele não olhou para trás.

Ana chorou, Ana escolheu, não errou, mas novamente ficou ao lado do medo.





sábado, 17 de maio de 2014

UM NÃO ENCONTRO




Duas e meia da manhã...
Olhei para o alto e não vi sacada, nem vento.
Busquei olhar o celular, mas não faltou coragem, havia silêncio em demasia.

Busquei ao fechar os olhos, sentir novamente quando sua voz interpelou a minha.
...quando tua mão buscou minha perna,
quando tua voz macia atravessou uma muralha e pousou em meu ouvido.
...quando tua boca veio ao meu encontro, forçosamente como você desejou, como você quis.

Sim, eu sou teu homem.
Não como passado ou futuro, mas alguém que te faria mulher, ainda mais.

As mechas vem sobre minhas mãos, da mesma forma que degusto esta cerveja importada belga...
O suor do copo deveria ser o suor do teu corpo ao meu.

Um único beijo e despertou desejos fronteiríssos.
E você perdeu-se, afogada no próprio medo.
E com medo, você atacou a causa da tua vontade.

O teu chão se abre e você se perde quando cruza teus olhos com os meus.
São fornalhas não só de desejo, mas de vontade ao sonho.

E você em outros braços pensa em mim.
E quando adormece, visita-me aos pés da cama vazia.
...pois estou fora. buscando as mechas, o sorriso e a voz morna.

A cerveja encerra.
A mulher de moreno me acena.
O celular desliga.
Eu olho, a tela vazia.

E quantas vezes estive tão perto.
E quantas vezes você se sabotou.
Por quanto ainda não quer ser feliz, mesmo que por alguns momentos juntos!

São letras, é tua voz trêmula,
teu perdão pedindo que eu te carregue e te dê paz de um homem!
Estas letras são para ti.

Deste silêncio que invade teu coração,
do desejo que treme seu corpo,
e do medo que tem em se entregar.

Um beijo, um abraço apertado para você sentir  meu calor,
amor e carinho,
consideração e vida!

Com amor!

terça-feira, 13 de maio de 2014

O PÁLIDO PONTO AZUL




Nós Estamos Aqui: O Pálido Ponto Azul (tradução)
Carl Sagan

A espaçonave estava bem longe de casa. Eu pensei que seria uma boa idéia, logo depois de Saturno, fazer ela dar uma ultima olhada em direção de casa.

De saturno, a Terra apareceria muito pequena para a Voyager apanhar qualquer detalhe, nosso planeta seria apenas um ponto de luz, um "pixel" solitário, dificilmente distinguível de muitos outros pontos de luz que a Voyager avistaria: Planetas vizinhos, sóis distantes. Mas justamente por causa dessa imprecisão de nosso mundo assim revelado valeria a pena ter tal fotografia.

Já havia sido bem entendido por cientistas e filósofos da antiguidade clássica, que a Terra era um mero ponto de luz em um vasto cosmos circundante, mas ninguém jamais a tinha visto assim. Aqui estava nossa primeira chance, e talvez a nossa última nas próximas décadas.

Então, aqui está - um mosaico quadriculado estendido em cima dos planetas, e um fundo pontilhado de estrelas distantes. Por causa do reflexo da luz do sol na espaçonave, a Terra parece estar apoiada em um raio de sol. Como se houvesse alguma importância especial para esse pequeno mundo, mas é apenas um acidente de geometria e ótica. Não há nenhum sinal de humanos nessa foto. Nem nossas modificações da superfície da Terra, nem nossas maquinas, nem nós mesmos. Desse ponto de vista, nossa obsessão com nacionalismo não aparece em evidencia. Nós somos muito pequenos. Na escala dos mundos, humanos são irrelevantes, uma fina película de vida num obscuro e solitário torrão de rocha e metal.

Considere novamente esse ponto. É aqui. É nosso lar. Somos nós. Nele, todos que você ama, todos que você conhece, todos de quem você já ouviu falar, todo ser humano que já existiu, viveram suas vidas. A totalidade de nossas alegrias e sofrimentos, milhares de religiões, ideologias e doutrinas econômicas, cada caçador e saqueador, cada herói e covarde, cada criador e destruidor da civilização, cada rei e plebeu, cada casal apaixonado, cada mãe e pai, cada crianças esperançosas, inventores e exploradores, cada educador, cada político corrupto, cada "superstar", cada "lidere supremo", cada santo e pecador na história da nossa espécie viveu ali, em um grão de poeira suspenso em um raio de sol.

A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pense nas infindáveis crueldades infringidas pelos habitantes de um canto desse pixel, nos quase imperceptíveis habitantes de um outro canto, o quão frequentemente seus mal-entendidos, o quanto sua ânsia por se matarem, e o quão fervorosamente eles se odeiam. Pense nos rios de sangue derramados por todos aqueles generais e imperadores, para que, em sua gloria e triunfo, eles pudessem se tornar os mestres momentâneos de uma fração de um ponto. Nossas atitudes, nossa imaginaria auto-importancia, a ilusão de que temos uma posição privilegiada no Universo, é desafiada por esse pálido ponto de luz.

Nosso planeta é um espécime solitário na grande e envolvente escuridão cósmica. Na nossa obscuridade, em toda essa vastidão, não ha nenhum indicio que ajuda possa vir de outro lugar para nos salvar de nos mesmos. A Terra é o único mundo conhecido até agora que sustenta vida. Não ha lugar nenhum, pelo menos no futuro próximo, no qual nossa espécie possa migrar. Visitar, talvez, se estabelecer, ainda não. Goste ou não, por enquanto, a terra é onde estamos estabelecidos.


Foi dito que a astronomia é uma experiência que traz humildade e constrói o caráter. Talvez, não haja melhor demonstração das tolices e vaidades humanas que essa imagem distante do nosso pequeno mundo. Ela enfatiza nossa responsabilidade de tratarmos melhor uns aos outros, e de preservar e estimar o único lar que nós conhecemos... o pálido ponto azul.

THE PALE BLUE DOT








We Are Here: The Pale Blue Dot - CARL SAGAN

The spacecraft was a long way from home. I thought it would be a good idea, just after Saturn, to have them take one last glance homeward.

From Saturn, the Earth would appear too small for Voyager to make out any detail. Our planet would be just a point of light, a lonely pixel hardly distinguishable from the other points of light Voyager would see: nearby planets, far off suns. But precisely because of the obscurity of our world thus revealed, such a picture might be worth having.

It had been well understood by the scientists and philosophers of classical antiquity that the Earth was a mere point in a vast, encompassing cosmos -- but no one had ever seen it as such. Here was our first chance, and perhaps also our last.

So, here they are: a mosaic of squares laid down on top of the planets in a background smattering of more distant stars. Because of the reflection of sunlight off the spacecraft, the Earth seems to be sitting in a beam of light, as if there were some special significance to this small world; but it's just an accident of geometry and optics. There is no sign of humans in this picture: not our reworking of the Earth's surface; not our machines; not ourselves. From this vantage point, our obsession with nationalism is nowhere in evidence. We are too small. On the scale of worlds, humans are inconsequential: a thin film of life on an obscure and solitary lump of rock and metal.

Consider again that dot. That's here. That's home. That's us. On it, everyone you love, everyone you know, everyone you've ever heard of, every human being who ever was lived out their lives. The aggregate of all our joys and sufferings; thousands of confident religions, ideologies and economic doctrines; every hunter and forager; every hero and coward; every creator and destroyer of civilizations; every king and peasant, every young couple in love; every mother and father; every hopeful child; every inventor and explorer; every teacher of morals; every corrupt politician; every supreme leader; every superstar; every saint and sinner in the history of our species, lived there -- on a mote of dust suspended in a sunbeam.

The Earth is a very small stage in a vast cosmic arena. Think of the endless cruelties visited by the inhabitants of one corner of this pixel on the scarcely distinguishable inhabitants of some other corner. How frequent their misunderstandings; how eager they are to kill one another; how fervent their hatreds. Think of the rivers of blood spilled by all those generals and emperors so that in glory and triumph they could become the momentary masters of a fraction of a dot. Our posturings, our imagined self-importance, the delusion that we have some privileged position in the universe, are challenged by this point of pale light.

Our planet is a lonely speck in the great enveloping cosmic dark. In our obscurity -- in all this vastness -- there is no hint that help will come from elsewhere to save us from ourselves. Like it or not, for the moment, the Earth is where we make our stand.

It has been said that astronomy is a humbling and character-building experience. There is perhaps no better demonstration of the folly of human conceits than this distant image of our tiny world. It underscores our responsibility to deal more kindly with one another, and to preserve and cherish the only home we've ever known: the pale blue dot.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

A PEDRA A FACA O ARAME E A PÓLVORA









Será que a fome caminha com a violência?
Será que o livro não lido gerou a discriminação?
Eu sei aonde meus pés irão me direcionar, mas hoje , mas, e amanhã?
Será que terei que vigiar meus passos e atos ainda mais, mesmo quando voltados para o bem?
Não foi em um suposto regime autoritário...
Não foi em um país em pesadelo distante retratado em filmes de ação...
Muito menos em opressões sofridas por instituições, religiões ou conflitos...
Foi em nosso quintal , do lar!

Eu não quero mais uma camiseta!
Não quero nova estampa e modismo de meia dúzias clamando bandeiras brancas mas com punhos fechados!

Não diga magistrado que os que não fazem por lei e pagos por nós, tomamos de direito e realizamos a barbárie!

Não fale professor! Não me conte mestre que é a história do homem!
Foi no quintal da nossa casa.
Entre vozes e nomes, falas e mentiras, olhares por cima do ombro e atrás de teclados, e telas!

Antes eram as pedras, hoje são as vozes.
E o medo? Dizem que foi embora por causa do ódio. Não o suportou mais!
E do ódio, vem a barbárie!

A mãe morreu !
Agonizando por horas, duras e escuras!
Sem poder falar, sem poder entender, sem saber o porquê!
A mãe partiu!

E aonde estão as cabeças dormentes agora? 
Atrás dos teclados? Digitando desculpas, ou escorrendo hipocrisia?



Quem fere agora?
Quem raramente estrangula?
De qual lado caminha a violência?
Habita pelo jeito qualquer coração , ( silencioso, escondendo um lobo ).






De qual lado você está quando ama?








Qual gatilho apertamos todos os dias?


O cachorro aprende a desprezar?

A mula ataca os de furta cor?

A pobreza não pode ser cega!
A educação habita até os insetos!

A mãe morreu com a bíblia bem perto...
Ou com a fruta ofertada.
Sem poder chegar até sua casa!



Não estamos preparados! 

Não estamos preparados para saber exigir nossos direitos, não estamos preparados para discutir com argumentos racionais e lógicos.

Não, não estamos preparados para ouvir, para calar, para denunciar, para investigar, para pensar e refletir. 

Sabemos exigir o pouco, sabemos exigir mas não sabemos apresentar nossos deveres. É esse, uma fração do povo.

Não estamos preparados para repartir!

Não estamos preparados para educar, para informar, pois muitos preferem a pedra, a faca, o arame, o prego e a pólvora!



(Edição do dia 05/05/2014
05/05/2014 14h09 - Atualizado em 05/05/2014 14h09)

Morre mulher espancada por moradores após boato na internet

Caso ocorreu no Guarujá, litoral de São Paulo.





quarta-feira, 30 de abril de 2014

BANANA




E a banana caiu.

Os preços mais uma vez elevaram!

Tem gente que acha que somos bananas ao " inventarem " a propaganda em péssimo horário nobre.

Pessoas que muitas vezes além de possuírem ilhas de forma um tanto duvidosa, endossadas por redes e emissoras , creiam ser acima de qualquer suspeita ou intocáveis, quando mostram suas vocações aos sábados como bom samaritano.

No país dos bananas ninguém precisa ter dente.
Mas poucos querem subir  e pegar o cacho todo.

Por que não realizar uma banana preta de tão madura?
Ou uma banana com uma seringa?
Ou talvez , uma enterrada viva?
Ou, outra com um tiro nas "costas" ?

Afinal, quais de nós come banana, ou ainda engole sapos?

domingo, 20 de abril de 2014

JESUS



E, Jesus seguindo por uma estrada parou para admirar a beleza do mundo, e viu pessoas ao longe, em seus afazeres, outras a pescarem entoando cantigas .

Pouco tempo se fazia de sua crucificação, e parecia que para alguns o mundo era exatamente a mesma coisa.

Jesus sorriu, como somente um sorriso do tamanho de todo o horizonte pode oferecer, abarcar e confortar.
Nisso vieram crianças e o cercaram. Várias, que vinham de perto do lago e da cidade.

- O Senhor é o Jesus disse uma menina de vestes azuis da cor do céu da manhã.
- O que pequenina quer saber? - disse o Mestre tocando o rosto suave da menina.
- Quero saber de ti, por que a minha mãe disse que ontem mesmo viram-no ser crucificado lá - e apontou para o oeste.
- Estou aqui meus pequenos, e sempre estarei contigo.
- O Senhor não morreu em verdade? - comenta um garoto com as mãos entrelaçadas.
- Nunca meu filho, nem eu nem tu padeceremos deste mal, somente as vestes vão, os tempos e as nuvens.
- Nós queremos saber para onde segue tu agora Jesus.
Jesus sorrindo sempre, abraçou com suas mãos a todo o grupo e disse baixinho:
- Acordar a todos que precisam de agora em diante!
- Minha mãe chorou ontem ao ver o senhor pregado e cansado...
- Ontem foi um dia , hoje é eternidade meu pequeno, lembra-se de mim sempre aqui - e apontou para o coração do pequenino - e para aqui - e mostrou ao redor toda a beleza do mundo.
O tempo estava belo, um sol ameno e aves e animais se aproximaram de tanta beleza que o Mestre irradiava.
- Não esqueças de uma coisa, todos aqui tornar-se-ão jovens e adultos feitos, mas mantenham estas perguntas e estes sorrisos sempre dentro da alma de cada um.
As crianças sorriram e gritaram de alegria.
- Preciso seguir agora, avisem e contem a todos que eu amo com todo a minha alma a cada um de vocês.
- E do meu cachorro senhor Jesus?
- De todos, pequenos e grandes, bravios e mansos.
Abençoou a todos e seguiu a estrada, as crianças sorrindo e felizes viram que aos poucos ele se distanciou e foi se tornando parte do mundo, transparente, transparente...
Um silêncio imenso tomou conta das crianças alegres e algumas chorosas de alegria indescritível.
E uma delas, que não podia ouvir até um dia antes, deu um grito de alegria e gritou para a estrada:
- Obrigado Jesus, estarei sempre com o senhor!!
Correram para a cidade, para mais uma Boa Nova!

quinta-feira, 3 de abril de 2014

ATÉ BREVE MÃE




(para uma mana, que despediu-se de sua mama)

Como dizia nosso querido Chico, perder um filho é uma dor que não tem nome...mas não desmerecendo nossos pais, " ficar" ausente de nossa mãe é como agora pousar em um país totalmente diferente, bem no meio da linha do horizonte.

Lá você olhará e verá quem foi e tudo o que fez e o que Deus lhe permitiu com tua mãe, e, ao olhar para frente, verá um campo vasto, mas solitário. 
Faltará não o pão caseiro, mas a voz de boa noite, talvez...
...e tantas e tantas outras coisas, MAS, haverá sempre acima de ti uma coisa,
não incômoda mas presente.
Será a saudade carregada em amor de tua mãe para contigo, e desse amor, serão os pais e os avós, acompanhando nesse retorno à pátria espiritual.
Essa saudade , que é amor, será parte eterna de ti agora.
Será aquela voz no fundo da alma, aquele "sonho" interrompido na melhor parte, será a saudade da presença física.
Mas, novamente, como amor não é medido, nem pesado , ele será amor de mãe, de amiga, de companheira aonde quer que você vá.
Chore agora, tudo que possa chorar, mas no final chore com orgulho de saber que és filha de um ser especial, que agora fez uma mala, pequenina, cabendo um livro, o dela mesma, de retorno ao teus !

Seja feliz, é o maior desejo de uma mãe para com seus filhos.

E de lá, aonde ela estará , esperando e trabalhando o teu cantinho sempre será guardado, dá um tempo, o telefone sempre toca, ou por voz, ou por tempo, ou por ela mesma!

A paz de Deus em teu coração e em toda a sua família

Sentimentos do teu "mano" de cá!



terça-feira, 18 de março de 2014

FRASCO DE ESSÊNCIAS


Há um cardápio em mim.
Feito em essências.
São cores degustadas sutilmente, ou obtidas por meus sentimentos.

Sabe quando bateu saudade?
Quando ao entrar em meu apartamento, vi a porta do banheiro ligeiramente aberta.
E daí senti tua fragância , que é a exata composição de perfume e tua pele.
Únicos!
Respirei com medo, de perder a referência , e manter uma saudade eterna.



Busquei os pequenos frascos, que me presenteou , antes de me fornecer o melhor.
Tudo muito singelo, delicado mas forte e firme.

Sempre olhei em silêncio escondido, o teu ritual ao maquiar-se.
São os lápis, é o batom, o óleo sobre teu corpo.
Tudo somente como um detalhe na tela, pois a paisagem é você.

O travesseiro resolveu despedir-se, deixando somente algodão .
Mas o frasco? Persiste!
Mais por minha insistência em desejar estar!

Há um cardápio em mim, de cores e sabores, de acordo com meus passos e direção de olhos.
E uma mão tão diminuta conseguiu segurar todo o meu coração.

Não te disse, mas um dia senti tua risada carinhosa e leve.
Ouvi aqui dentro de mim, enquanto buscava no sofá regado com as almofadas.

O umidificador desligado... ( pensei em colocar essência nele )
para talvez sentir um décimo de ti.

Rilke nunca foi mais amargo para mim do que agora.
Mas deixo a ti uma lembrança , de nós , para teu coração.

O cardápio é para teu sabor .

Aquece a mão,
afaga o peito
e adormece entrelaçando pernas
sonhando alto,
gemendo baixo
e se aproximando !

Com amor! Eu te amo!



sábado, 8 de março de 2014

Olhar para cima



Preciso dizer alguma coisa?

Ou, já é suficiente o que sinto em vez de falar?

Ah, temos ainda o tempo...

Até Sempre: E DO VERMELHO, E DO VERDE.

Até Sempre: E DO VERMELHO, E DO VERDE.: Não me fale da menta. Eu tenho âmbar. Não me jogue à cara o que me disse em palavras Pois se existe asfalto, é nele que piso. Ah,...

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

HÁ NEBLINA NA TEMPESTADE

São tempos difíceis.
Mas daqueles que não sabemos diferenciar a distância entre a faixa, a cerca e a árvore.



Qual a distância e de onde você está?