quinta-feira, 8 de maio de 2014

A PEDRA A FACA O ARAME E A PÓLVORA









Será que a fome caminha com a violência?
Será que o livro não lido gerou a discriminação?
Eu sei aonde meus pés irão me direcionar, mas hoje , mas, e amanhã?
Será que terei que vigiar meus passos e atos ainda mais, mesmo quando voltados para o bem?
Não foi em um suposto regime autoritário...
Não foi em um país em pesadelo distante retratado em filmes de ação...
Muito menos em opressões sofridas por instituições, religiões ou conflitos...
Foi em nosso quintal , do lar!

Eu não quero mais uma camiseta!
Não quero nova estampa e modismo de meia dúzias clamando bandeiras brancas mas com punhos fechados!

Não diga magistrado que os que não fazem por lei e pagos por nós, tomamos de direito e realizamos a barbárie!

Não fale professor! Não me conte mestre que é a história do homem!
Foi no quintal da nossa casa.
Entre vozes e nomes, falas e mentiras, olhares por cima do ombro e atrás de teclados, e telas!

Antes eram as pedras, hoje são as vozes.
E o medo? Dizem que foi embora por causa do ódio. Não o suportou mais!
E do ódio, vem a barbárie!

A mãe morreu !
Agonizando por horas, duras e escuras!
Sem poder falar, sem poder entender, sem saber o porquê!
A mãe partiu!

E aonde estão as cabeças dormentes agora? 
Atrás dos teclados? Digitando desculpas, ou escorrendo hipocrisia?



Quem fere agora?
Quem raramente estrangula?
De qual lado caminha a violência?
Habita pelo jeito qualquer coração , ( silencioso, escondendo um lobo ).






De qual lado você está quando ama?








Qual gatilho apertamos todos os dias?


O cachorro aprende a desprezar?

A mula ataca os de furta cor?

A pobreza não pode ser cega!
A educação habita até os insetos!

A mãe morreu com a bíblia bem perto...
Ou com a fruta ofertada.
Sem poder chegar até sua casa!



Não estamos preparados! 

Não estamos preparados para saber exigir nossos direitos, não estamos preparados para discutir com argumentos racionais e lógicos.

Não, não estamos preparados para ouvir, para calar, para denunciar, para investigar, para pensar e refletir. 

Sabemos exigir o pouco, sabemos exigir mas não sabemos apresentar nossos deveres. É esse, uma fração do povo.

Não estamos preparados para repartir!

Não estamos preparados para educar, para informar, pois muitos preferem a pedra, a faca, o arame, o prego e a pólvora!



(Edição do dia 05/05/2014
05/05/2014 14h09 - Atualizado em 05/05/2014 14h09)

Morre mulher espancada por moradores após boato na internet

Caso ocorreu no Guarujá, litoral de São Paulo.





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