sábado, 17 de maio de 2014

UM NÃO ENCONTRO




Duas e meia da manhã...
Olhei para o alto e não vi sacada, nem vento.
Busquei olhar o celular, mas não faltou coragem, havia silêncio em demasia.

Busquei ao fechar os olhos, sentir novamente quando sua voz interpelou a minha.
...quando tua mão buscou minha perna,
quando tua voz macia atravessou uma muralha e pousou em meu ouvido.
...quando tua boca veio ao meu encontro, forçosamente como você desejou, como você quis.

Sim, eu sou teu homem.
Não como passado ou futuro, mas alguém que te faria mulher, ainda mais.

As mechas vem sobre minhas mãos, da mesma forma que degusto esta cerveja importada belga...
O suor do copo deveria ser o suor do teu corpo ao meu.

Um único beijo e despertou desejos fronteiríssos.
E você perdeu-se, afogada no próprio medo.
E com medo, você atacou a causa da tua vontade.

O teu chão se abre e você se perde quando cruza teus olhos com os meus.
São fornalhas não só de desejo, mas de vontade ao sonho.

E você em outros braços pensa em mim.
E quando adormece, visita-me aos pés da cama vazia.
...pois estou fora. buscando as mechas, o sorriso e a voz morna.

A cerveja encerra.
A mulher de moreno me acena.
O celular desliga.
Eu olho, a tela vazia.

E quantas vezes estive tão perto.
E quantas vezes você se sabotou.
Por quanto ainda não quer ser feliz, mesmo que por alguns momentos juntos!

São letras, é tua voz trêmula,
teu perdão pedindo que eu te carregue e te dê paz de um homem!
Estas letras são para ti.

Deste silêncio que invade teu coração,
do desejo que treme seu corpo,
e do medo que tem em se entregar.

Um beijo, um abraço apertado para você sentir  meu calor,
amor e carinho,
consideração e vida!

Com amor!

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