sexta-feira, 6 de junho de 2014

NÃO?













As relações tornaram-se obsoletas?

Qual o vencedor agora? Aquele que desliza os dedos ágeis no teclado no smartphone?
Ou quem enumera em menor tempo, por quantas pessoas teve em uma noite?
Há algum valor real em ser e estar?

Não me lembro quando as pessoas realmente perderam a paciência de ouvir as outras.
Estão presas a um mundo vasto, amplo, infinito...e virtual.

Alguém aqui ainda escreve com caneta azul, ponta grossa?
Ou dedica-se à tinteiro?

Assustei-me um dia ao escrever de punho próprio e sentir dores na mão...desacostumei de preencher o vazio do papel, com a riqueza da minha vida.

É uma luta desigual? Sentir e expressar-se contra "vestimertar-se" e selfies , que longe são de ser e/ou estar.

O ser está mais bruto do que nunca, e o conhecimento, ( oposto para mim da sabedoria neste caso ), trouxe para si o poder suposto de tudo ter e nada mais precisar, pois para ele, precisar ,e fraqueza.

Cair é fracasso.
Chegar não em primeiro, é capitulação coorporativa , e consequentemente, profissional e pessoal.

Não se ouve mais a criança, presentei-a se com um tablet.

Em tempos breves a chupeta será substituída por um nanochip.

Aonde há espaço para o amor?

Todo ser humano sofre, e dessa dor existencial e natural, virou-se uma neurose em perfeições!
Mas a dor que temos está jogada para dentro do travesseiro, pois não temos mais tapete.
O sono, quando surge, é por efeito do calmante que ingerimos.

E quando surge um ato, que deveria ser normal, de doação, de carinho, espontâneos: manchete!

Se o Amor , que é fonte de vida deste planeta, continuar sendo esquecido por todos nós, o que restará amanhã, serão somente os livros e os belos filmes, os retratos, as pinturas e mais nada!

O problema que a dor , como a tristeza e a frustração no tratado humano, contaminam o ser de tal forma , que as pessoas hoje não acreditam em atitudes de amor e não dão o real valor quando isso realmente existe...

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