quarta-feira, 6 de agosto de 2014

UMA PÍLULA POR FAVOR.




Nunca poderemos saber de antemão o que se passou na cabeça de uma pessoa que tirou a própria vida.
E supor é agressivo contra a pessoa e hipocrisia.
Mas, uma coisa pode-se afirmar, é uma violência tremenda contra si, uma dor incomparável, talvez absurda.

Quando digo tirar a própria vida, pode ser pulando de uma janela, ou em uma linha de trem, a pólvora, ou usando substâncias que ao longo da existência,vão minando o organismo até o dia que a bateria não carrega mais...

Ouvi estes dias pessoas dizerem:

" Ah! Azar dela, ela que escolheu isso!"

"Nossa! Mas essa pessoa tinha tudo!!! Como pode?"

" Egoísta! Deixou esposa e filhos! Que sofra!!! "

Não, essa pessoa NÃO TINHA TUDO!

Essa pessoa achava que não tinha nada, não enxergava dessa forma, não sentia isso dentro dos próprios ossos.



Essa pessoa não achava que a comida tinha gosto.

...que o sol embora distante aquecia o dia.

Sim, essa pessoa poderia amar algumas músicas e ter um gosto realmente muito apurado para música.

Sim, essa pessoa era muito feliz com as crianças que cuidava.

Sim, essa mãe que deu a luz ao primeiro filho transbordava de alegria após o parto.

Sim, aquele pai executivo que comandava com maestria sua empresa era o exemplo de felicidade e sucesso.

Sim, o aviador que combateu na guerra e salvou várias pessoas.

Sim, a autoridade eclesiástica que era sinônimo de alegria, jovialidade, carisma.

Sim, o médico pediatra que cura e auxilia crianças.

Sim, o palhaço que arranca gargalhadas de tantas pessoas.

Sim, o poeta que escreve a vida nas veias, os olhos da terra em letras e traduz a sua , a nossa ,a de todos, a tristeza, ou amor na página em branco.

Sim, o humorista de papéis infindáveis.

Sim, o pastor que ministra cultos extraordinários em sua igreja.

Cuidado, um dia sentiremos uma dor estranha aqui dentro, um vazio , ou um amargor estranho.

Não se trata de falhar, trata-se de não permitir.

De não permitir o erro, o fracasso, a queda, a dor, o medo, a insegurança, o orgulho...

Trata-se também em alguns casos de uma química diferente no cérebro da pessoa, mesmo que essa não possua sequer uma gota de substância estranha e alternativa dentro do corpo.

Trata-se de uma coisa lá dentro que mesmo você atuando em prol de seu Deus, ou credo, ou raça,ou  qualquer coisa em favor do outro, mesmo assim, quando você retornar para a casa, ou sombra, está lá em silêncio e o quarto sempre é muito maior do que as paredes que te cercam.



Deixemos de lado o preconceito.

Olhemos para dentro.

E , sinceramente, apesar de tudo, mande todos se ferrarem e busque caso haja necessidade, um profissional competente em Psicologia!!!

Cuide de si, pois o teu maior bem nesta existência é tua própria vida!

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