sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

FRIENDSHIP





Cláudia está sentada à beira da sacada, deixando que o vento bata em seu rosto.
E eu acredito que seja para evaporar as lágrimas que rolam suavemente.
Eu prefiro não me aproximar.
Prefiro ficar ali olhando em silêncio enquanto ela se despede do sol.
Amizade às vezes dói.
Não que se perca, mas ver uma pessoa tão querida ter que ir...

Cláudia é a irmã que não tive.
É aquele ser chato que não desceu do céu com a missão ou de bater em mim por ser caçula, ou filho único, ou por mostrar que - Ei! - eu mando aqui neste quarto !



Cláudia é aquele ser que sabe aonde estão meus olhos,
entende aonde meu coração exatamente se encontra.
Sabe o porquê dos pedidos nos restaurantes,
do tipo de filme que a gente assiste pela 30ª vez.

Cláudia não quer partir para outra cidade.
Pois o que espera de si não é suficiente.
Espera algo de mim, algo que não posso ofertar.
Essa liberdade, é somente dela.

Eu amo a Cláudia, essa minha irmã !
E ela tem medo de deixar o mais velho para trás.

O que seria do ser humano sem esse lanço invisível que nunca se rompe?
Daquele ser que ri nas alegrias e nos ampara em nossas tragédias diárias?

Bela forma de eternizar a vida, pelos breves momentos de alegria e amor que nos proporcionam os verdadeiros e leais amigos.

Cláudia deixou a mala pronta.
Agora no táxi ela nada diz, somente pousa sua mão alva sobre a minha.
E permanece com o rosto apoiado em meu ombro, deixando a lavanda invadir o colarinho da minha camiseta.

Quanto tempo estamos abraçados?
O check-in já se fez.
Eu enxugo bem os olhos desta irmã.
Olho bem em seu coração e sussurro em seu ouvido uma frase que ouvi há muito tempo.

Ela chora ainda silenciosamente mas com orgulho de poder fazer parte da minha vida.
Ah minha teimosa!
Abraço e digo que está na hora de crescermos e que esse laço não se rompe, temos a tecnologia a nosso favor.

O alto falante anuncia.
Afastando de mim, posso observar que agora você deve ter a coragem suficiente e deixar que teu irmão siga em frente.

Atravesso o guichê, olho para minha passagem em punho e sei que nossas vidas nunca mais serão as mesmas.



O avião me espera.
Não houve despedida.
Por isso eu falo duas palavras:

Até Sempre!






Claudia is sitting on the edge of the balcony, letting the wind whip in his face.

AND I believe that is to evaporate the tears that roll smoothly.
I prefer not to try to get closer.
 I'd rather stay there looking in silence while she bows out of the sun.

Friendship sometimes it hurts.
Not to be lost, but to see a person so dear have to go ...
Claudia is the sister that I have not. 
IS that be boring that does not come down from heaven with the mission or hitting me for being youngest, or only child, or to show that - Hey! - I mand here in this room!

Claudia is that be who knows where are my eyes, understands where my heart exactly is.

You know why the requests in restaurants, the type of film that everyone attends the 30TH time.

She does not want to get to another city.
Because it expects of you is not enough. 
Expect something from me, something that I cannot offer. 

This freedom, is only it.
I love Claudia, that my sister ! AND she is afraid to leave the old behind.

Claudia left the suitcase ready.
Now the taxi she says nothing, only touches your hand alva on my.
AND remains with his face resting on my shoulder, leaving the lavender invade the collar of my shirt. 

How long we have embraced?

The check-in has already been done.
I whereupon the eyes of this sister. 

Eye well in his heart and whisper in your ear a phrase that I have heard for a long time.

She still cries silently but with pride to be able to be part of my life.


The airplane awaits me.

There was no farewell.

For this reason I speak two words: Up Always




Um comentário:

  1. ah, esses laços invisíveis, que nos une a poucos do Todo, e que faz o Longe ser Perto. Dores de Saudade, risos de boas Lembranças...Amizade.

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