segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

TDAH







Olho agora para lá fora, para a janela do quarto, esperando que o primeiro comprimido de rivotril faça efeito...

Olho para minha r.g. que está perdida sobre a mesa entregando-me a idade, olho para o currículo novamente a ser elaborado.

Olho para a tela deste computador, para o depakote e para histórico da universidade, jubilada...
E como tiro de misericórdia, olho para as tantas fotos que tirei da minha (ex) namorada!

E viva 2015!

E viva os projetos não realizados ( não foram largados ou abandonados )



E viva para os relacionamentos que eu busquei resolver a carência que era somente minha em pessoas que nada podiam e não queriam partilhar.


E viva ao montante de rótulos adquiridos durante a existência: preguiçoso, lerdo, incapaz, vagabundo, desleixado, mentiroso, violento, fresco, coitadinho, vagaroso, burro, inconsequente, desligado, gastão, irresponsável, mulherengo etc...



E viva o olhar vazio para o nada.

E viva para a mente que não desliga.

E um salve para a incapacidade de mostrar que você é mais do que uma promessa não realizada!



E obrigado aos que nunca me entenderam. E supunham saber mais do que a minha própria essência.

Aos que riram da desvantagem, aos que não acreditaram, aos que duvidaram, aos que se afastaram, aos que não quiseram entender, aos que não quiseram estar ao lado...meu obrigado.



Ao amor que supus saber me entender, ou querer me descobrir...



Ao que disse sem pensar, ao que explodi sem mesmo entender, ao não saber entender, ao esquecer, ao olhar para dentro, ao não poder dizer - eu não sei porque fiz isso, ou porque falei isso, ou agi assim, assado -








Eu simplesmente estou tentando me encontrar...nem que seja sozinho, mas quero sair deste planeta com a minha alma resgatada!

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