sexta-feira, 6 de março de 2015

QUANDO A AMIZADE DÓI.




"... e parada de frente para minha porta, ajeitou a franja, esticou o braço e fez menção de bater a porta...Mordeu os lábios e quando olhou para os lados, resolvi me esconder na escada.

Cláu não soube o que fazer, não sabia que eu estava em casa, ou que a vira na cobertura, olhando para o dia cinzento, para o norte da cidade, ali, aonde teimo olhar para a Serra da Cantareira.



O misto talvez de raiva, ou tristeza a fez parar por longos segundos, da mesma forma que fiquei quieto, com olhos calados sem querer ser visto.

A saia verde comprida, detalhada de rendas, linda como esmeralda, o rabo de cavalo, e o perfume misto de mineral e toques de madeira.

Cláu respirou e abaixou a cabeça, rendida talvez por qual sentimento?



Desceu as escadas lentamente, enquanto me dirigi a porta e abri com o cuidado de não fazer barulho..."


Capítulo 06

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