domingo, 22 de novembro de 2015

COMO NASCEU O LABRADOR BÓRIS




Eu explicando para o Andrea Rizzo quando tinha seus 7 anos como nasceu o Bólis - seu atual labrador:
- Então Deus olhou para ele ainda bem filhote e disse:

Vais descer e fazer muito felizes os pais e aquele miudinho.
- Então Deus pegou o alto falante e disse:
- Preparar pista de decolagem, esticar asinhas Bóris, ponha seu óculos pois aqui venta demais...pronto?
Bóris deu sinal de positivo com a patinha.
- Podes ir meu filhote!


domingo, 15 de novembro de 2015

O MEDO QUE VOCÊ ACOMPANHA









Não são somente as rugas que nos trazem mudança na aparência.
As experiências, muitas vezes fortes, avassaladoras, cortam nossa alma , como a melhor das navalhas.

E maioria destas vezes, adentram nossa pele, e se instalam em nosso mais importante local do corpo, mais fortes do que qualquer tatuagem.: Alma.

Digo isso pois recentemente duas Mulheres realmente, perguntaram , cada qual em seu momento:

- E como, um homem como você, com todas essas qualidades, continua solteiro???

A resposta, tão rápida quanto o melhor dos raios, veio seguida pelo melhor estrondo de trovão:

- Porque somente eu tenho coragem.

Quando disse que só eu tenho coragem, trata-se da coragem em poder amar, e ser amado, preterido.



É assim, uma equação simples, aonde o medo de relacionar-se ( eu aposto que esse prefixo RE, seja para mim uma tentativa, uma volta, um encontro, sempre em direção ao outro ser ), seja da seguinte forma:

eu + vontade plena = ela ( medo---> fuga )

A conta não fecha!

Até quando você que me lê aqui, está deixando de lado o medo que você acompanha?
Homens , com H em franca extinção , também cansam-se.
E esse cansar silencioso e melancólico é deste ciclo vicioso , aonde um sofre + dois não se sintonizam = zero para ambos

E você , que permite que o Beto se aproxime, que te ama por sinal, mas você somente deseja uma noite: NÃO FAÇA ISSO, não mate sua carência com quem quer estar ao teu lado por amor.

Ou você, que apresenta-se para o Carlos, abrindo espaço na mente e no corpo, no coração e na vida e, simplesmente depois parte desligando a chave IN/OFF.

Homens também recebem não, mas pior desses nãos são os ditos pelas pessoas já envolvidas, que por desejarem terem em uma das mãos o medo, NÃO DÃO ESPAÇO PARA DEDOS ENTRELAÇADOS.



Falo aqui de Homens, simplesmente HOMENS.

Daqueles que abrem a porta do carro,
dos que enviam um botão de rosa sequer em agradecimento,
dos que te seguram ao telefone por mais de 02 horas conversando,
daquele que deixa teu estômago oco, com frio ao saber que irão se ver,
do que escreve ou sinaliza que lembrou de você , pois uma música puxou lá de dentro, a cor dos teus olhos,
o perfume da tua pele
e o gosto da tua boca.

São esses, somos nós,
que,
perdermos de goelada para teu maior inimigo, aonde nunca poderemos combater...

Teu medo...

E assim coleciona-se amargura, ou silêncio.
Mas quais de nós prefere o banco ao lado vazio,
melhor do que ter uma forma mal realizada, e enganar uma terceira equação.

Esquecer? lembra da tatuagem?

Não somos sozinhos, estamos solteiros,
com o coração ainda preenchido pelo eco de alguém dentro de nós...




quinta-feira, 12 de novembro de 2015

O BOTÃO DE ROSA E O BANCO VAZIO



Tive a possibilidade, mas criei a oportunidade.
E daí veio o botão de rosa, ao qual cuidadosamente guardei no carro, até o momento certo de entregá-lo.

E daí veio outra possibilidade, a de entregar pessoalmente , ou não.
E , para dar mais impacto, deixei na portaria do edifício, e parti.
O impacto foi realmente formidável.
E ouvi por telefone, uma voz madura mas deliciosa:
- Faz 20 anos que não recebo uma flor sequer...

Os anos passaram, mas, eu me pergunto aqui, aonde estamos nós, os homens?
Em falta? Ou desplugados?
Ou o errado nesta história sou eu?

Lembro dos sentimentos de jovem, quando o mundo ainda era muito pequeno para minhas pernas,
meus sonhos, e meus desejos...
O mundo sempre foi do mesmo tamanho, mas talvez possa ter deixado que o quarto abarcasse todos os pensamentos e vontades...

Voltando à escolha; eu sempre optei pela criação da oportunidade, deixando de lado alguns medos.
Se já retornei pra casa com o mesmo presente em mãos? Sim.
Mas se me arrependi? Também.
E, depois ao pensar seriamente, descobri que a forja na crença, no amor, e na esperança e no romantismo vem destas quedas, destes tapas na cara , dados pela vida.
Pois, senão, não haveriam mais rosas...

A escolha que fiz, mesmo não tendo a pretendente ao lado,
foi de fazer com amor, como um gesto de também de agradecimento,
veja que não conto aqui a quantidade, mas a energia dedicada ao botão, que durou muito tempo...

Divago aqui sobre algumas coisas?

Aonde estão, os homens?
Por que só por um detalhe, a pessoa que recebeu, fez por merecer, não porque me agradou, mas por que simplesmente é MULHER!

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

ROSA ENTREGUE.




As letras se formaram por acaso, preenchendo vazios temporários do branco da tela...

E das telas, para as beges do celular...

E das telas veio a tua voz.

O sorriso surgiu leve e a curiosidade se aproximou, como criança que deseja ouvir um novo som.

E , o tempo passou entre conversas e sorrisos, risadas e palavras ainda não verbalizadas, ainda não comentadas e olhares ainda por serem realizados.

O caminho foi desta forma se formando, e as mãos trêmulas e o suor frio do colegial a encontrar a primeira menina, moça e mulher, o flerte , enfim...

Tanto que , ou asa ou barbatana de pinguim???

De longe vi você se aproximar, e observei cada detalhe de como andava,

desde os cabelos que tocam os ombros,

a bolsa, a blusa entorno,

as pulseiras e o relógio,

mas principalmente o olhar e sorriso.

O aproximar revelou como uma exploração de novo mundo, terras novas e solitárias.

E o misto, maravilhoso em sua pele, teu cheiro .

A conversa, o sorriso, o toque de pele leve...

A despedida, um abraço forte e marcante, mas com o perfume teu, em meu corpo.

Não se trata de menino, mas de homem, que deseja, que irá conquistar, que mostrará mundos, sorrisos e paz ao teu coração.

Esse homem que leu você em entrelinhas.


Que desejou, que instigou e que sentiu tua boca, E as borboletas seguem no estômago.

teus lábios, teu sorriso, teu hálito, teu corpo definido e forte. belo e marcante,

teu desejo, tua mordida, teu suspiro e teu abraço.

E que agora irá seguir, construir e mostrar que a caixa de pandora reserva alegrias , desejos, vontades.

Seu

Asa ou barbatana ( ainda não definimos não? )

Beijo