quinta-feira, 12 de novembro de 2015

O BOTÃO DE ROSA E O BANCO VAZIO



Tive a possibilidade, mas criei a oportunidade.
E daí veio o botão de rosa, ao qual cuidadosamente guardei no carro, até o momento certo de entregá-lo.

E daí veio outra possibilidade, a de entregar pessoalmente , ou não.
E , para dar mais impacto, deixei na portaria do edifício, e parti.
O impacto foi realmente formidável.
E ouvi por telefone, uma voz madura mas deliciosa:
- Faz 20 anos que não recebo uma flor sequer...

Os anos passaram, mas, eu me pergunto aqui, aonde estamos nós, os homens?
Em falta? Ou desplugados?
Ou o errado nesta história sou eu?

Lembro dos sentimentos de jovem, quando o mundo ainda era muito pequeno para minhas pernas,
meus sonhos, e meus desejos...
O mundo sempre foi do mesmo tamanho, mas talvez possa ter deixado que o quarto abarcasse todos os pensamentos e vontades...

Voltando à escolha; eu sempre optei pela criação da oportunidade, deixando de lado alguns medos.
Se já retornei pra casa com o mesmo presente em mãos? Sim.
Mas se me arrependi? Também.
E, depois ao pensar seriamente, descobri que a forja na crença, no amor, e na esperança e no romantismo vem destas quedas, destes tapas na cara , dados pela vida.
Pois, senão, não haveriam mais rosas...

A escolha que fiz, mesmo não tendo a pretendente ao lado,
foi de fazer com amor, como um gesto de também de agradecimento,
veja que não conto aqui a quantidade, mas a energia dedicada ao botão, que durou muito tempo...

Divago aqui sobre algumas coisas?

Aonde estão, os homens?
Por que só por um detalhe, a pessoa que recebeu, fez por merecer, não porque me agradou, mas por que simplesmente é MULHER!

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