terça-feira, 5 de janeiro de 2016

A FALTA QUE VOCÊ REPRESENTA



Não é o telefone.
Nem a falta do suposto sol, que rebate na água do rio.

Pois o telefone está mudo, já há algum tempo.
E não recebo tanto quanto antes o teu bom dia...

Mesmo que em poucas letras digitais,
se se fechar os olhos, é possível conseguir sentir o sorriso carregado de amor e ternura,
carinho e zelo.

Se fechar os ouvidos, com as mãos em forma de concha,
consigo buscar lá dentro, de mim e
longe , o teu cheiro único.

E,
desta forma, a saudade não invade meu espaço,
mas aponta para um momento do dia,
ou da noite,
em que as palavras seguiam firmes e mornas
e as vozes conduziam risadas e momentos.

Eu me pergunto.
Quando então,
novamente ?

Os dias seguem aqui,
prazerosos, mas nada preenche
os momentos que você criou comigo.

São espaços meus que não podem e não devem ser preenchidos,
nunca.




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