domingo, 7 de agosto de 2016

COMO EU VOLTO PRA CASA?



Não falo aqui daquelas vezes em que saimos tarde e voltamos no amanhecer do dia seguinte.
Ou quando a bebida foi muita e ficamos por lá...



Falo das vezes em que o caminho dentro de nossas mentes é tão sinuoso e aparentemente tão confuso que já não sabemos mais se é melhor retornar ou ficar à deriva, ou seguir qualquer rumo.

Quantas vezes você não negou tanto sabores, odores, vontades e pessoas para ser o que não se era?


Por quantas vezes assumiu o que não se assume, permitiu o que não se permite e viveu a vida ... dos outros!

Quantas músicas deixou de ouvir para ouvir qualquer coisa e silenciar uma discussão?
Quantas palavras não escreveu na folha branca, para tentar preencher o vazio do sentimento que não lhe pertence?



Ou esperou, aguardou algo que no íntimo saberia que jamais aconteceria?

Ficou à estrada desejando a praia?
Ficou ao quarto mas desejando a chuva na praça...


Por quantos e quais dias sacrificou para estar com alguém que nunca estaria com você?
Como você agora quer voltar?
Qual a bagagem da vida que está agora em sua mochila?
Ou em uma palma da mão?



Qual o preço de voltar pra casa?
Qual o valor de retornar ao lar?
Qual a essência de estar consigo?


Como você volta pra casa?


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